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Como assim?

Tipo... Como assim?

Tipo... Como assim?

Estava eu procurando como se escrevia cocô – cocô, de fezes mesmo – para colocar num comentário que pode ser visualizado no post de baixo. Aí procurei como se escrevia – eu sempre tive dificuldade em escrever corretamente coco e cocô, sempre acabava confundido os dois. Achei e confirmei que o cocô que eu queria escrever era com o circunflexo no último o. Aí fui ver o primeiro assunto que o Google listava sobre cocô. Eis isso aqui.

Eu não me contive de tanto riso. Até agora, enquanto escrevo, estou dando sorrisos bobos. Enfim, eu não entendi muito bem o objetivo desse blog. Ele diz:

Faça cocô no banho:

Dispensa o uso do papel higiênico.
- Em média, os brasileiros usam 2,4m de papel higiênico cada vez que fazem cocô no vaso (sem contar aquelas vezes que você termina de se limpar e logo vem mais um pouquinho, tendo que limpar tudo de novo).
- A quantidade de papel higiênico que você poupa durante um ano é equivalente a 1 árvore.

Por isso, faça cocô no banho e poupe uma árvore.

Abrace esta causa. Utilize as redes sociais para divulgar esta campanha entre seus amigos e familiares!

O planeta Terra agradece.

Aí você se pergunta: Onde é pra fazer cocô? No banho? Como assim… Onde a gente toma banho, onde fica o chuveiro e onde a gente pisa? Então, cheguei a conclusão de que é lá mesmo. Provavelmente é isso que pretendiam. E eu ainda continuo pensando: Como assim?

Enfim, até agora não consegui descobrir se o objetivo do site é sério e eles tem mesmo esse cunho ecológico ou estão de brincadeira com a minha cara. Já vi coisa parecida – que foi até notícia do Fantástico -, mas falava de xixi. Faça xixi no banho. Acho muito mais lógico fazer xixi no banho do que cocô, não? A urina é líquida e solúvel, já sobre o cocô não se pode afirmar o mesmo – a não ser que a pessoa tenha algum problema intestinal.

Lei da Tortura

Rio Grande do Sul

Aprovada lei que permite tortura e sacrifício de animais em rituais religiosos

19 de abril de 2010

Protetoras dos Animais Maltratados e Aba
pamavl@hotmail.com

O Deputado Edson Portilho, do Rio Grande do Sul, teve a desventura de criar um projeto de lei que permite que os animais sejam torturados e sacrificados em rituais religiosos.

O parlamentar, sabendo que os protetores dos animais se manifestariam, fez a seguinte trama: marcou a apresentação para votação da lei num dia de julho, mas fez um chamado urgente e marcou a reunião às pressas, mais cedo. Os únicos avisados foram os demais deputados. Ou seja: não havia defesa.

[...]

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Procurando algo interessante para postar aqui, me deparo com essa notícia publicada na Agência de Notícias de Direitos Animais sobre um projeto de lei do Rio Grande do Sul que permite as práticas de tortura e sacrifício de animais para rituais religiosos.

Sobre isso, demonstro minha mais pura indignação. Me espanta a hipocrisia das pessoas em defender a democracia, os direitos, a liberdade e só se focar, dessa forma tão primitiva, em objetivos pessoais.

Eu não sou adepta de nenhuma religião. Eu não gosto dos ideais de nenhuma religião e já fui, assim como a maioria dos ateus, julgada por isso. As pessoas se vêem no direito crucificar quem quer que seja se seus ideais não condizem com os escritos no tal “livro sagrado”. Essas pessoas estão cegas.

E deixo claro aqui que não tenho nada contra religiosos em geral, mas tenho sim um problema sério com esse tipo de prática incoerente e com o julgamento sem razões.

É de vida que estamos tratando aqui. De vidas que são tiradas para que fosse possível a prática de um ritual devasso e cruel. Desumano.

Se o homem se diz tão diferente dos demais animais, tão civilizado, tão inteligente, me parece absurdo que ainda necessite de derramamento de sangue não só para alimentação, mas também para a prática de ditos rituais sem respeito algum à vida.

Já defendia Vilém Flusser a utilização da comunicação humana como fuga da solidão e do medo da morte que nos aguarda. Um conceito tão simples esse do medo, seja ele da morte, do fim, do incerto.

A meu ver, o que move a busca do ser humano por uma religião é justamente essa necessidade de saber o que nos aguarda, pois todos nós tememos a morte. O homem usa de atributos e mais atributos somente para camuflar esse medo e criar o conceito de vida. A religião seria nesse contexto um símbolo de que existe essa necessidade do saber, uma prova de que existe vida a ser vivida.

Vendo uma notícia como essa que ilustra o post, acredito ser cada vez mais difícil viver em uma sociedade onde até mesmo um símbolo de vida defende o conceito tão primitivo da matança.

Que tal quebrar umas taças?

Você já ouviu falar em Georgia Brown?
Eu sei que isso não é algo novo, mas quando o @nan_sama me mostrou isso há algumas semanas, eu fiquei completamente impressionada. Não pela minha capacidade de nunca saber de porra nenhuma, mas porque quando ele e a @LaisEscota disseram que ela “apitava como uma chaleira”, eu não imaginei que essa comparação seria tão perfeita quanto, de fato, é.

Georgia Brown é o nome artístico de Rossana Monti, cantora ítalo-brasileira querendo pagar de norte-americana nascida em Nápoles em 29 de junho de 1980, que se tornou famosa por ostentar não um, mas DOIS recordes registrados no Guinness World Records em 2006 e que provavelmente vão continuar sendo dela para sempre.

A moça tem o recorde de maior extensão vocal, com alcance de 8 oitavas inteiras ( do Sol 2 ao Sol 10). Para se ter uma idéia, a nota mais alta do piano é o Dó 8, ou seja, PUTA QUE PARIU pra Georgia e essa voz dela, cujas notas mais altas não são alcançadas por nenhum instrumento musical.

O outro recorde é o de nota mais alta já alcançada, que nem pode ser captada sem a utilização de aparelhos próprios.

Separei esse vídeo da Georgia cantando uma das músicas de seu terceiro full album, o “The Renascence of Soul”. A música se chama Mermaid e é a introdução ao resto das músicas e a única música existente a ser cantada inteiramente em whistle, que é o registro vocal mais agudo que existe. Literalmente, uma música apitada.

Eu cheguei a pesquisar algum vídeo do recordista de nota mais grave do mundo, chamado Tim Storms, mas ao que parece, a nota é grave demais para ser captada pelo ouvido humano e o vídeo era bem sem graça. Não sei quanto a vocês, mas eu não achei legal colocar aqui um vídeo de um cara de boca aberta em um silêncio infernal. Para quem tiver interesse no assunto, a nota mais grave do cara é uma vibração emitida a 8 Hz, sendo que o ouvido humano capta de 15 Hz a 20,000 Hz.

Enfim, voltando à Georgia, eu assisti a esse vídeo aí de cima umas trocentas vezes e ainda não consegui decidir quem é mais “gracinha”, se ela apitando loucamente ou a Hebe com cara de assustada.

Aliás, quem será o ser humano genial responsável por aquela cagada que é o layout do Myspace dela? Sério, fiquei inconformada com aquilo.

Vilania

Também quero falar de gostos.

Sou natural de Sorocaba – interiorzinho do estado de São Paulo -, morei lá até pouco tempo atrás. Mudei-me pra Londrina por uma transferência do trabalho de meu pai. Antes de vir morar aqui, nada sabia do Paraná ou de Londrina mesmo. De Sorocaba também é uma banda que gosto muito, Vilania.

Aparecendo nos palcos em 2006, Vilania vem tomando espaço entre as bandas de rock independente. As músicas são significativamente marcantes (Noz não sai da cabeça, sério). Eles foram matéria da primeira edição da Rolling Stones Brasil, figuraram posição de destaque no portal Tramavirtual e convidados para tocar no GritoRock de 2007. São fera, eu disse.

Conheci a banda por meio de uma amiga que hoje já nem olha para minha cara. Para mim, a mistura da voz grave da vocalista com o agudo performaticamente desafinado do backvocal à batida de rock melódico dão o toque especial da banda. É uma coisa linda de se ver – se você gostar de rock de garagem.

Uma das músicas que mais gosto é Verde. Cantava loucamente essa música com essa minha amiga pelas ruas de Sorocaba. A gente cantava mesmo. A letra hoje faz muito mais sentido do que àquele tempo, que já não volta mais. Penso que deveria ter aberto mão de algumas coisas a fim de que a amizade continuasse. Ou não, penso também que a briga que tivemos, um dia – inevitavelmente – iria acontecer (não se pode fugir de certos destinos).

Enfim, Verde aqui.

Outra música marcante é Fotografia, que fala da opacidade à qual estamos submetidos nesse mundo. De maneira irônica, elogia a estagnação das “fotografias” – e o sentido de fotografia aqui se torna muito mais amplo. É ótimo.

Bom, para mais informações, clique. O site oficial da banda também possui uma seção onde você pode baixar as músicas. Eles não são nenhuma Emelie Autumm – como lindamente indicou a colega aqui de baixo -, mas valem o clique.

Antes de mais nada, acho que um boa noite é algo mais do que necessário por agora. Não só porque é o post inaugural da inutilidade em forma de blog que vai ser o Papo de Quintal, mas também porque às vezes é bom fingir que as convenções sociais ainda não morreram, mesmo que estejam por um fio.

Queria começar o blog com algo cultural e interessante e não consegui ter uma idéia mais criativa do que falar um pouco e fazer uma indicaçãozinha para vocês de algo que eu goste, portanto o post vai ser sobre Emilie Autumn.

Além de eu a achar incrivelmente linda, a moça ainda é toda performática, tem um puta estilo de dar inveja aos pobres mortais, letras incrivelmente dramáticas – as quais eu acho magníficas –, e de quebra tem um contraste do timbre de voz bem peculiar com o som do violino.

Emilie Autumn

E vai me dizer que isso não é foda?!

A Emilie nasceu em Malibu, na Califórnia (um sonho, não acham?!) em 22 de setembro de 1979 e logo aos quatro anos de idade já começou a ter aulas de violino. Com apenas quinze anos, a guria já havia sido aceita no curso de Música na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, mas o abandonou pois sua vestimenta e seu estilo musical pouco ortodoxos não agradavam muito aos fodões da instituição, o que gerou problemas pelos dois anos em que ela freqüentou as aulas.

Em entrevista, Emilie já colocou sua opinião em relação a música e individualidade:

“Eles [as autoridades da Universidade] diriam ‘Você vai pro palco assim? Isso é para ser sobre a música. Você está distraindo o público da música ’. Eu penso que é um insulto à audiência pensar que eles não são capazes de prestar atenção em mais de uma coisa por vez. Minha intenção sempre foi, e ainda é representar a música, especialmente música clássica. É a melhor! Me desculpe, mas é a melhor. Ainda é minha favorita e representá-la em sua forma verdadeira não é sentar ao fundo escondendo sua individualidade nas sombras. O que sempre me foi dito, literalmente palavra por palavra, um milhão de vezes, e que me torturava todos os dias foi, ‘Você não é o que importa. Você é literalmente um escravo para a música de alguém que morreu há algumas centenas de anos. O que se espera de você é que mantenha sua individualidade de fora, porque não é sobre você.’ Eu sou muito independente e egoísta para isso. Foda-se, é sobre mim, porque você está morto e eu não e eu sou a razão pela qual qualquer pessoa está ouvindo sua porra de música. E adivinhe quem teria concordado comigo? O cara que compôs a música. Eles nunca teriam problema com isso. Isso não foi sempre assim. Isso era a coisa mais sexy a se fazer. Isso era a coisa mais sexy a se tocar. Mozart não terá problemas se alguma garota não está usando mangas.”

No final das contas, a Emilie criou sua própria gravadora independente, aTrisol Music Group, e por ela lançou seus álbuns, tendo auxílio da banda The Bloody Crumpets nas gravações e performances ao vivo.

Para quem quiser conferir o som de Emilie Autumn, separei alguns links de vídeos no Youtube justamente para mostrar a vocês, porque eu, particularmente, sou louca por ela e queria que todos a conhecessem já que ela é meio underground por aqui.

Para começar, essa música chamada Misery Loves Company, que é magnífica tanto no conjunto mixagem e música clássica, que por sinal é um dos aspectos da música dela que a tornaram reconhecida, mas porque a letra me deixa absurdamente louca, senhoras e senhores, até mais do que o normal.

Assim, PUTA QUE TE PARIU, dona Emilie. Esse é um dos vídeos que me deixa puta comigo mesmo por ser tão medíocre com o violino. Fico imaginando se chegaria a esse nível se não tivesse parado com as aulas. E talvez eu realmente devesse procurar algum professor e começar de novo… Pois é.

Para quem curte Queen e, assim como eu, acha essa música uma das coisas mais espetaculares da face da Terra, ouça-a na voz da Emilie. É apaixonante.

Essa mistura de eletrônico e clássico é tão paradoxalmente maravilhosa que até me arrepia. A Emilie consegue levar a bipolaridade dela até para a música e isso me encanta de uma maneira que eu não sei explicar, mas espero que encante a vocês leitores também.

O Papo de Quintal deseja boa noite e espera que voltem sempre para mais um pouco de papo interessante, cultura inútil e babaquices em geral. Bem-vindos.

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